Operação policial deixa 22 mortos e fecha 19 escolas no Rio de Janeiro

Uma operação policial deflagrada no Rio de Janeiro resultou em 22 pessoas mortas e sete feridos, dos quais seis estão presos. Segundo a Polícia Militar, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fizeram uma ação conjunta na favela da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, com o objetivo de prender lideranças criminosas escondidas na comunidade, inclusive pessoas que vieram de outros estados, como Amazonas, Alagoas e Pará.O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e o Ministério Público Federal (MPF) instauraram Procedimento Investigatório Criminal para apurar as mortes. O comando do Bope deve enviar explicações sobre a operação no prazo de dez dias.A intervenção começou no início na madrugada desta terça-feira (24) e, de acordo com a PM, “as equipes do Bope e da PRF se preparavam para a incursão quando criminosos começaram a fazer disparos de arma de fogo na parte alta da comunidade”.Foram apreendidos pelo menos 13 fuzis, quatro pistolas e 12 granadas, além de drogas “a serem contabilizadas”. Em Vacaria, mais de 20 motos e carros usados por criminosos em fuga foram apreendidos, ainda segundo a polícia.Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, em decorrência da operação, 19 escolas da região tiveram que ser fechadas e só ofereceram atividades de forma remota. O órgão não soube informar quantos alunos foram prejudicados.

Mortos identificados

A Polícia Militar identificou dez dos 22 mortos na operação deflagrada na zona norte do Rio. Na lista, consta o nome da moradora Gabrielle Ferreira da Cunha, 41 anos, atingida por um disparo. No documento obtido pelo Portal UOL com a Polícia Civil, há ainda o nome de duas das sete pessoas feridas durante a ação.O número de 22 mortos foi informado pela assessoria de imprensa do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, para onde eles estão sendo levados. Segundo a unidade, a 22ª vítima fatal é a moradora Gabrielle, que não foi levada ao hospital.Segundo o Ministério Público, a PM justificou a ação apontando a movimentação de criminosos do CV (Comando Vermelho) da Vila Cruzeiro para a Rocinha. Já o coronel Luiz Henrique Marinho, da Polícia Militar, afirmou que houve aumento de lideranças criminosas de outros estados em comunidades do Rio devido à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limita as operações policiais no estado.O ouvidor da Defensoria Pública criticou a operação e disse que “jamais seria tolerada em bairros nobres” do Rio. Moradores protestaram em frente ao Hospital Estadual Getúlio Vargas e tentaram interromper a linha do BRT que passa próximo ao local, mas foram impedidos por policiais militares.

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