Puxada pela alta da energia elétrica, inflação atinge 8,35% em 12 meses, maior elevação desde setembro de 2016

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, desacelerou para 0,53% em junho, após ter registrado taxa de 0,83% em maio. Apesar da redução, esse é o maior resultado para o mês desde junho de 2018 (1,26%), segundo divulgou nesta quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula alta de 3,77% no ano e 8,35% nos últimos 12 meses – a maior elevação desde setembro de 2016, quando foi registrada alta de 8,48%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em junho. O maior impacto foi do grupo habitação, principalmente por causa da energia elétrica. “A energia continuou subindo muito por conta da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que passou a vigorar em junho e acrescenta R$ 6,243 à conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em maio, estava em vigor a bandeira vermelha patamar 1, cujo acréscimo é menor (R$ 4,169)”, explica o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida. “Alimentação e bebidas e transportes também influenciaram”, acrescenta.

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