Cidade produz energia sustentável a partir de laranjas estragadas

“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A famosa frase de Lavoisier tem sido levada muito a sério em Sevilha, no sul da Espanha, que passou a gerar energia sustentável de uma maneira muito inteligente! Hoje, a cidade tem 48 mil árvores, que produzem 5,7 milhões de quilos de laranja por ano. Todo esse volume da fruta faz uma bagunça danada nas ruas. A prefeitura então teve a ideia de usar as frutas estragadas para abastecer usinas elétricas a biogás. E está funcionando muito bem! O título de “Cidade das laranjeiras” será ainda mais apropriado a partir de agora. Sevilha resolveu o seu maior problema de limpeza urbana, reduziu o gasto com energia elétrica e promoveu a sustentabilidade de uma vez só! Que maravilha!

Energia sustentável

A empresa municipal de água, Emasesa, está usando a fermentação natural das frutas – que produz metano – para gerar a energia sustentável que abastece a estação de tratamento da cidade. No projeto piloto, a empresa utiliza 35 toneladas de fruta, que é o suficiente para abastecer o próprio gerador. “Esperamos poder reciclar em breve todas as laranjas da cidade”, disse Benigno López, chefe do departamento de meio ambiente da Emasesa. A próxima etapa é garantir o apoio governamental para distribuir a energia sustentável aos moradores de Sevilha. Benigno conta que para esse projeto dar certo, os governantes precisam investir quase 250 mil euros. A prefeitura já contratou 200 novos funcionários apenas para recolher as laranjas e levar até a sede da Emasesa. O próximo passo é enviar a energia para a rede de abastecimento e distribuí-la entre as casas. Os testes mostraram que 1.000 kg produzem 50 kWh, o suficiente para fornecer eletricidade para cinco casas por um dia. Assim, se todas as laranjas da cidade fossem recicladas e a energia fosse direcionada para a rede, 73 mil casas poderiam ser abastecidas. O plano é colocar o excedente de eletricidade na rede até 2023 e Sevilha ser exemplo mundial de autossuficiência energética. E já começaram muito bem!

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