De olho em 2022: Rompidos desde 2018, Lula e Ciro selaram a paz em reunião em setembro

Com relações rompidas desde a eleição de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes decidiram selar trégua em uma conversa. O cessar-fogo foi intermediado pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT), aliado dos Ferreira Gomes no estado, e ocorreu em reunião no começo de setembro, segundo o jornal O Globo. O gesto pode significar o início de uma reaproximação entre os partidos de esquerda de olho na disputa presidencial de 2022, apesar de o assunto não ter sido abordado no encontro. De acordo com a publicação, as negociações para viabilizar a conversa duraram mais de um mês. O encontro aconteceu na sede do Instituto Lula, em São Paulo, e durou uma tarde inteira. Ciro falou de suas mágoas com o PT, enquanto Lula lembrou os ataques do ex-ministro ao partido. O assunto principal da reunião, porém, foi o governo do presidente Jair Bolsonaro e a situação do país diante da pandemia de coronavírus. Os dois também trocaram análises sobre as razões do resultado eleitoral de 2018. Desde o encontro, Ciro e Lula mudaram o tom ao se referirem um ao outro e interromperam a série de ataques e alfinetadas. A relação dos dois, que sempre foi cordial, degringolou ao longo da eleição de 2018. Impedido de concorrer à Presidência por causa da condenação no caso do tríplex do Guarujá, Lula chegou a convidar Ciro para ser seu vice e assumir a cabeça de chapa caso não pudesse disputar o pleito. Irritado com a proposta, o ex-governador chamou a oferta como “aberração” e disse que não aceitaria ser um “vice de araque”. Os ataques se acirraram ainda mais após o segundo turno da eleição de 2018, quando Ciro foi para a Europa, contrariando as expectativas de que ele ficaria no Brasil e daria apoio explícito para a candidatura de Fernando Haddad (PT).

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