

O ministro dos Transportes, Renan Filho, mantém no cargo o diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), servidor que é investigado por suspeita de integrar um esquema de desvio de recursos de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que atualmente utiliza tornozeleira eletrônica. Marcos de Brito Campos Júnior foi alvo da fase mais recente da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de dezembro de 2025. À época, a Justiça determinou o afastamento cautelar do servidor de suas funções no Dnit e o monitoramento por meio de dispositivo eletrônico. Apesar da decisão judicial, Marcos de Brito Campos Júnior segue no exercício do cargo de diretor de Finanças da autarquia, responsável por um orçamento estimado em R$ 11 bilhões neste ano. Segundo publicação do Metrópoles, o gabinete do diretor confirmou a permanência dele na função, cujo salário é de R$ 23 mil. Também foram identificados despachos assinados por Marcos após ele ter sido alvo da operação da Polícia Federal. Conforme as investigações, Marcos é acusado de auxiliar Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no período em que atuava como superintendente do INSS na região Nordeste. As apurações seguem em andamento.
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