Mãe de jovem de Coité com suspeita de intoxicação por metanol relata as complicações enfrentadas pelo filho

07/01/2026 02:12 • 4m de leitura

A senhora Lindinalva Barbosa da Silva, mãe de Davi Barbosa da Silva, de 19 anos, filho mais novo, concedeu uma entrevista ao site Calila Notícias, relatando como evoluiu de forma preocupante o estado de saúde do jovem, que precisou ser transferido com urgência de Coité para Salvador, sob suspeita de ingestão de bebida alcoólica adulterada com metanol. Dona Lindinalva contou com detalhe como tudo aconteceu. Segundo ela, Davi participou, no sábado (dia 3), de um ‘reggae’ como denominou um evento realizado em uma chácara localizada entre a ladeira da Juliana e o povoado Sossego na saida de Coité para Riachão do Jacuípe. Naquela noite, ele retornou para casa sem apresentar queixas. No domingo (dia 4), Davi acordou normalmente e passou o dia em casa. À noite, saiu para assistir a apresentação do Natal Luz Coité, ao retornar, relatou apenas um incômodo leve em um dos dedos da mão, o que não gerou preocupação inicial. Já na segunda-feira (dia 5), o quadro se agravou. O jovem acordou com dores pelo corpo, tentou ir ao trabalho — onde atua com o pai e o irmão em um ferro-velho —, mas não conseguiu permanecer, retornando para casa com dores mais intensas, principalmente nas mãos e nas pernas, além de dificuldade para andar. Diante da piora, a mãe o levou à emergência do Hospital Português – Unidade Regional de Conceição do Coité, onde ele recebeu medicação injetável e foi liberado. Nesse primeiro atendimento, Davi não informou aos médicos que havia participado do evento nem que havia ingerido bebida alcoólica, relatando apenas os sintomas. “Mesmo medicado, ele saiu da unidade com grande dificuldade de locomoção, precisando do uso de cadeira de rodas para conseguir entrar no carro”, relatou a mãe.

Suspeita de intoxicação levantada após novo atendimento

Com a continuidade do quadro de fraqueza, palidez intensa e dor ao tentar se levantar —, a família buscou atendimento em uma clínica particular da cidade. Após ouvir o relato completo, o médico suspeitou de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica, e orientou encaminhamento imediato ao Hospital Português, para receber medicação urgente e regulação. Para agilizar o processo, Lindinalva relatou que realizou exames de forma particular. Ao chegar ao hospital, Davi foi atendido prontamente, passou por novos exames e foi incluído no sistema de regulação para ser transferido. Após avaliação médica, foi determinada a transferência urgente para Salvador, onde Davi passou a ser acompanhado no Hospital Couto Maia, unidade de referência no tratamento de intoxicações. Segundo a mãe, durante a viagem o jovem seguia lúcido e conversando, embora ainda apresentasse instabilidade clínica.

Alerta e apuração

Lindinalva Barbosa da Silva afirmou que vai identificar a chácara onde ocorreu o evento, buscar informações sobre quem alugou o espaço, quem organizou o reggae e, principalmente, onde foi adquirida a vodka que o filho afirma ter consumido. O objetivo, segundo ela, é refazer o caminho da bebida, desde a compra até o consumo, para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação. Ela também alertou que os sintomas podem começar de forma leve e evoluir rapidamente. No caso de Davi, a principal queixa foi a dificuldade para andar, inicialmente precedida por dor na mão e, depois, pelas pernas. Especialistas alertam que a intoxicação por metanol pode evoluir de duas formas: em muitos casos, de maneira lenta, com sintomas iniciais discretos que se intensificam ao longo de horas ou até dias, à medida que o organismo metaboliza o metanol e produz substâncias ainda mais tóxicas; em outras situações, dependendo da quantidade ingerida e da composição da bebida, o quadro pode se agravar rapidamente, em poucas horas. Por isso, a orientação médica é que qualquer sintoma após o consumo de bebida alcoólica, mesmo que pareça leve, seja levado a sério, com procura imediata por atendimento médico e relato detalhado do que foi consumido, para evitar complicações graves e proteger outras possíveis vítimas.

Calila Notícias*

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