

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), afirmou que recebeu convites para ser candidato a vice-governador nas chapas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). A declaração foi feita nesta quarta-feira (11) em entrevista a Dilton Coutinho, do Acorda Cidade. “Ser convidado com tanta atenção e respeito para disputar uma vaga de vice-governador é algo que me deixa honrado, me deixa feliz. Um dia, Dilton, você disse que eu estava me sentindo a ‘cocada puxa’, sendo disputado por todos os dois, tanto Jerônimo como ACM Neto, mas não é a questão de sentir ou não”, afirmou o prefeito feirense. Na entrevista, Ronaldo não quis revelar os interlocutores, de cada grupo político, que tentaram lhe convencer a compor uma das chapas. “Ser convidado por pessoas que são respeitadas na Bahia, por pessoas que têm história no nosso estado ou no país [é positivo]. Então, você se sente feliz e agradecido a Deus por todo esse momento. Mas é uma decisão bem analisada”, declarou. Ele acrescentou que as conversas ocorreram dentro do ambiente político habitual e negou ter sofrido pressão. “Não vou dizer que houve pressão, porque conversa é uma coisa legítima. Ser convidado para uma conversa, você ter um diálogo, isso é salutar, é importante. Ontem, por exemplo, eu saí da prefeitura às 20h, conversando com pessoas. Então, é importante, na vida de um homem público, ter a oportunidade de dialogar”, afirmou.
GEDDEL
Apesar dos convites, José Ronaldo reiterou que não pretende deixar o cargo para disputar outra função nas próximas eleições. Ainda na entrevista, o prefeito também comentou o encontro que teve em janeiro deste ano com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB). Questionado se a reunião teria relação com a formação de chapas para as eleições, José Ronaldo afirmou que o tema não foi tratado. A conversa teria girado em torno de análises do cenário político. “Ele falou coisas que ele achava do momento. Eu também falei o que eu achava do momento. Claro, em um dado momento, ele me disse que, se eu quisesse, poderia me filiar ao partido dele. ‘O partido está às suas ordens’, mas isso é uma coisa extremamente normal acontecer. Tem dirigente que chegou até a me oferecer a presidência do partido, mas eu não tenho essa vontade”, concluiu.
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