Bolsonaro volta a atacar ministros do TSE e questiona sistema eleitoral brasileiro

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), recebeu embaixadores de diversos países, na tarde desta segunda-feira (18), e usou o espaço para criticar ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e questionar a segurança e a transparência das eleições brasileiras. Segundo ele, haveria a necessidade da implantação do voto impresso para garantir a possibilidade de auditar as eleições. Os ministros do TSE Edson Fachin e Luís Roberto Barroso foram alvos de ataques de Bolsonaro. O primeiro foi criticado por ter sido o responsável pelo voto, como relator, que permitiu que o principal adversário bolsonarista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se candidatasse novamente à presidência. “Ele foi o responsável por tornar Lula elegível, numa interpretação de um dispositivo constitucional. Lula estava preso e o Supremo entendeu que a prisão só poderia acontecer na quarta instância. Ele tinha sido condenado na primeira, na segunda e na terceira, todos os placares por unanimidade. Com a reinterpretação do Supremo Tribunal Federal, ele foi para a rua. Como Lula estava em liberdade, mas as condenações estavam valendo, o próprio ministro Fachin resolveu tornar Lula elegível”, afirmou Bolsonaro. O presidente lembrou que, antes de ser indicado para o STF, o então advogado Luís Roberto Barroso foi o responsável pela defesa do militante comunista italiano Cesare Battisti, acusado de homicídios em seu país de origem, que ganhou o direito de permanecer no Brasil em 2010. “Por que que o Sr. Barroso foi escolhido pelo governo do PT para ser ministro do Supremo Tribunal Federal? Porque ele trabalhou para que o terrorista Cesare Battisti ficasse no Brasil. No último dia de mandato do presidente Lula, em 2010, Battisti ganhou a condição de refugiado no Brasil graças ao trabalho dele, Barroso, que era advogado na época. Graças a isso, ele ganhou confiança do Partido dos Trabalhadores e foi indicado”, relatou o presidente.

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Durante o encontro, Bolsonaro tentou convencer os embaixadores de que é perseguido por ministros do STF e do TSE, além de que as urnas eletrônicas não seriam seguras. Entretanto, o presidente foi eleito diversas vezes, tanto para a presidência quanto para a Câmara dos Deputados, pelo sistema já estabelecido no país. “Por quatro vezes, o Parlamento brasileiro, com a minha participação em todas as vezes, aprovou o voto impresso ao lado da urna eletrônica, sem contato manual do eleitor com o voto, e o Supremo Tribunal Federal [STF] disse que era inconstitucional. Inconstitucional no quê?”, questionou Bolsonaro. Apesar da insistência de Bolsonaro no tema, o TSE garante que os votos nas urnas eletrônicas são auditáveis. Em 2014, o PSDB pagou por uma auditoria no sistema e o resultado não apontou qualquer fraude. Bolsonaro também afirmou que, além do Brasil, apenas dois países do mundo utilizam urnas eletrônicas para a votação eleitoral: Bangladesh e Butão. Entretanto, tanto a França quanto os Estados Unidos da América também utilizam sistemas semelhantes em diversas das suas regiões.

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