Dadas como extintas, ararinhas-azuis são devolvidas à caatinga baiana

Pesquisadores soltaram neste sábado (11) oito ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) em uma ação em Curaçá, no Sertão do São Francisco. A cidade é considerada como habitat natural da espécie, dada como extinta há 22 anos. Conforme reportagem do G1, foram soltas cinco fêmeas e três machos. As avies nasceram e foram criadas em um viveiro mantido pela ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), especializada em cuidar de papagaios ameaçados. A soltura é uma das etapas do Plano de ação Ararinha-Azul, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a ACTP e instituições privadas que apoiaram o projeto. Além das oito ararinhas-azuis, os pesquisadores soltaram oito araras maracanãs, nativas também da caatinga baiana e que tiveram a missão de “treinar” as ararinhas-azuis dentro do viveiro para ensiná-las como sobreviver em vida livre. A interação entre as aves das duas espécies animou os pesquisadores. A convivência ajudou, por exemplo, as ararinhas-azuis a buscar alimentos. Ainda segundo a reportagem, os pesquisadores vão acompanhar a adaptação das ararinhas em vida livre através de um rádio colar instalado em todas que foram soltas. Os especialistas também vão monitorar a área em que elas devem circular, que tem muitas árvores caraibeiras, as preferidas das ararinhas-azuis para dormir. Em dezembro, uma nova soltura deve devolver à natureza mais 12 ararinhas-azuis que vivem na Unidade de Conservação em Curaçá.

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