Nenhuma criança ou adolescente morreu por causa da vacina contra Covid, diz Ministério da Saúde

Um boletim do Ministério da Saúde informou que até o momento não há registro de nenhuma morte de crianças ou adolescentes menores de 18 anos em decorrência das vacinas contra a Covid-19. A pasta investigou 38 óbitos classificados pelas vigilâncias como decorrentes de eventos adversos graves, descartando qualquer relação com o imunizante.”Até o momento, não há registro de EAPV [Evento Adverso Pós-Vacinação] com desfecho óbito na faixa etária de 5 a menores de 18 anos com relação causal com as vacinas utilizadas confirmada”, anunciou boletim. Atualmente, a vacinação contra a Covid-19 no Brasil é indicada para a população a partir de 5 anos. A pasta informou que entre a terceira semana de janeiro do ano passado e março deste ano foram registrados 3.463 casos de eventos adversos pós-vacinação em crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Desse total, 38 foram classificados como “eventos adversos graves com desfecho óbito”, 36 deles relacionados ao imunizante da Pfizer.”Como qualquer medicamento, vacinas podem causar eventos adversos, sendo a maioria deles sem gravidade. É importante destacar, no entanto, que EAPV é qualquer ocorrência médica indesejada temporalmente associada à vacinação, não possuindo necessariamente uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico”, explicou  a pasta.Enquanto não há registro de crianças ou adolescentes que tenham morrido em decorrência da vacina, o boletim do ministério informou que até 16 de abril deste ano foram notificados 2.927 casos suspeitos da SIM-P (Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica) associada à Covid-19 em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Desses, 1.703 foram confirmados para SIM-P e 294 (9,5%) seguem em investigação. Dos casos confirmados, 113 evoluíram para óbito. A referida síndrome, identificada em abril de 2020 no Reino Unido, é uma inflamação grave que atinge diversos órgãos. O quadro se apresenta por um amplo rol de sintomas em crianças e adolescentes que já foram infectadas pela Covid-19. As pessoas dessa faixa etária apresentam sinais como febre, vômito e até insuficiência respiratória.

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