Em meio a críticas de Guedes, FMI anuncia fim de representação no Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (16) que fechará seu escritório no Brasil, localizado em Brasília. Segundo a instituição, isso acontecerá até 30 de junho de 2022, quando termina o prazo da atual representação. O anúncio ocorre em meio a críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, a estimativas sobre a economia brasileira divulgadas pelo fundo. Ele tem reclamado que, no ano passado, o fundo previu um tombo de quase 10% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que acabou recuando bem menos: 4,1%. Em evento realizado em São Paulo nesta quarta-feira (15), Guedes voltou a criticar o FMI e disse que técnicos do órgão podem fazer “previsão em outro lugar”. O ministro também confirmou nesta quarta que assinou há uma semana a dispensa da missão do FMI, mas acrescentou que o fundo pode manter o seu escritório no Brasil. “Eu tinha assinado isso antes da crítica. Junho do ano que vem fecha (a missão aqui)”, afirmou o ministro. “Já há muitos anos que não precisavam estar aqui. Ficaram porque gostam de feijoada, futebol, conversa boa, e de vez em quando criticar um pouco e fazer previsão errada”. Na nota em que confirma o fechamento do escritório, o FMI diz esperar a manutenção das relações com o governo brasileiro. Para este ano, o FMI estima que o PIB do Brasil deve crescer 5,2%, número acima da projeção de alta de 4,65% feita pelos pelos analistas no último relatório Focus, do BC. No mês passado, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia estimou uma alta de 5,1% para a economia brasileira neste ano.

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