Serrinha: CGU aponta que superfaturamento de respiradores superou alta de início da pandemia

As investigações da Operação Saturação apontam que as compras por dispensa de licitação feitas pela prefeitura de Serrinha, na região sisaleira, superaram até o preço inflacionado do começo da pandemia. Em coletiva de imprensa desta terça-feira (30), o superintendente da Controladoria Geral da União (CGU), Ronaldo Machado de Oliveira, afirmou que os valores “foram bem exorbitantes”. Segundo Oliveira, em uma das aquisições de respiradores, enquanto o preço médio de importação saía por 7,5 mil a unidade, a prefeitura de Serrinha comprava por R$ 52,5 mil, um aumento de mais de 700%. “Foram valores bem exorbitantes fora do preço cobrado naquele início de pandemia, considerando a majoração do preço da época”, disse o superintendente da CGU. No começo da manhã, agentes da CGU e da Polícia Federal (PF) cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, sendo que sete deles em Serrinha. Não houve prisão nem mesmo condução coercitiva de suspeitos. A investigação teve início em novembro do ano passado quando um inquérito foi aberto. As dispensas de licitação ocorreram em março e abril de 2020. Ainda de acordo com o levantamento da CGU, a prefeitura de Serrinha pagou mais de R$ 1 milhão em gastos com finalidade de prevenção e combate à Covid-19. A contratada era uma empresa sediada em Manaus, capital do Amazonas. Além de respiradores, as licitações previam a compra de insumos e equipamentos médico-hospitalares, como monitores multiparamétricos, bombas de infusão e máscaras N95.

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