Meses após perder filho em acidente, pai morre atropelado na mesma rodovia

Um ciclista de 49 anos morreu após ter sido atropelado na madrugada deste domingo (26), na Rodovia do Sol, em Vila Velha, na Grande Vitória. A vítima, identificada como Gilson Rodrigues da Silva, era pai de um motoboy de 23 anos que também morreu atropelado na mesma rodovia há cerca de quatro meses, enquanto estava trabalhando. Gilson, que trabalhava como auxiliar de produção, foi atingido por um carro no km 22 da rodovia, próximo ao bairro Interlagos, por volta das 2h de domingo. Segundo a família, ele havia saído de casa no último sábado (25) para cuidar dos animais que tinha em um sítio no bairro Village do Sol, em Guarapari. Como Gilson não voltou para casa e não atendia ligações, a filha dele, Drizaele Rodrigues, decidiu ir em busca de informações. Ela foi ao sítio da família e não encontrou o pai. Ao chegar em um posto da Rodovia do Sol, a jovem foi informada que o pai havia morrido após o atropelamento. “Falaram que um carro atropelou, pegou ele por trás e saiu sem prestar socorro”, disse Drizaele. O motorista que atropelou Gilson fugiu. Um acidente parecido com o que tirou a vida do filho dele, Gabriel da Silva Rodrigues. Gabriel era motoboy e estava trabalhando quando foi atingido por um carro no km 18 da Rodovia do Sol, na altura do bairro Ulisses Guimarães, no dia 23 de maio. Assim como no caso do pai, o filho morreu por volta das 2h. Quando Gabriel morreu, a família e outros moradores de Barramares protestaram na rodovia. O motorista que atropelou Gabriel nunca foi preso. Segundo a família do jovem, após o acidente, o homem foi levado para o hospital e só se apresentou à polícia dois dias depois. Na época, Drizaele e a mãe, Erina Pereira Silva Rodrigues, foram atingidas por tiros de balas de borracha nas pernas e spray de pimenta no rosto, durante o protesto. As marcas dos ferimentos, que segundo elas foram provocados por policiais militares, ainda estão cicatrizando. Agora, a família teme que o culpado pela morte de Gilson fique impune. Erina e Drizaele dizem que o suspeito já foi identificado. “É muita impunidade. Tenho medo que o que aconteceu com meu irmão aconteça de novo com meu pai”, lamentou Drizaele.

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