‘Aulas presenciais só com imunização total’, diz diretor da APLB após Rui estimar retorno

A retomada das atividades escolares presenciais, que dará início a fase de ensino “híbrido” na rede estadual, voltou à discussão nesta quarta-feira (30) após o governador Rui Costa (PT) comentar a possibilidade eventual de um retorno em 15 dias, caso os índices da Covid-19 continuem reduzindo. Provocado pelo Bahia Notícias, o diretor-geral da APLB Sindicato, Rui Oliveira, revelou que a intenção do governador deverá encontrar alguma dificuldade para ser concretizada. De acordo com Oliveira, uma pesquisa interna realizada pela própria APLB consultou 13 mil profissionais em todo o território baiano. Destes, 97% decidiram que só retornarão as aulas presenciais após concluírem o calendário vacinal com a aplicação da segunda dose. A imunização dos profissionais da educação foi iniciada no mês de abril. O sindicato não sabe precisar a margem de trabalhadores que já receberam a primeira dose no estado. Os municípios adotaram estratégicas individuais para cumprir a determinação de vacinação. “Num cenário pós festejos juninos e com a preocupação de nova variante é inadmissível não se preocupar com a vida do povo baiano. Temos mais que lutar por mais vacina e condições de biossegurança, por isso, vamos lutar em defesa da vida e por mais vacina. Aulas presenciais só com imunização total e protocolo de biossegurança”, enfatiza Oliveira. Em maio deste ano, os trabalhadores da rede estadual de ensino chegaram a aprovar a adoção do estado de greve pela continuidade das aulas remotas e pelo retorno das atividade presenciais somente após a imunização completa, com aplicação das 1ª e 2ª doses da vacina. (reveja). “Estamos muito ansiosos pelo retorno às aulas porque é fundamental para a vida e futuro dos jovens o retorno das aulas. Inclusive, quero renovar meu pedido aos prefeitos para já irem aquecendo as turbinas das escolas municipais para a gente voltar com tudo”, afirmou o governador nesta quarta durante uma transmissão nas redes sociais. Procurada pelo BN, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia não respondeu aos questionamento sobre a viabilidade de diálogo com a categoria.

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