Às vésperas da colheita da soja, principal rodovia do oeste da Bahia está em péssimas condições

A ampliação anual da produção de soja tem pressionado a logística na principal região produtora da Bahia, a oeste, e preocupado o setor produtivo. Em alguns municípios, o descaso público em relação a falta de manutenção nas estradas provoca transtornos e aumento dos custos. Com o aumento do volume de chuvas, previsto para o período da colheita, a safra 2020/2021 também pode ser problemática para o escoamento da soja. Da porteira para dentro, maquinários modernos, qualidade na correção de solo e um criterioso trabalho de pesquisa em melhoramento genético de cultivares de soja. São investimentos assim que colaboram para a evolução da cultura da soja no território baiano. Mas do lado de fora da porteira, a logística financiada pelo setor público e que deveria ser o principal aliado para o desenvolvimento da região, ainda patina e traz revolta ao setor produtivo. “A parte de logística está atrasada em 15 anos. A degradação das estradas estaduais e das vicinais municipais vem acontecendo de forma bem acelerada, pois o trânsito aumentou junto com a produção. Temos mais caminhões circulando em nossa região e, essa situação nos deixa um pouco tensos e preocupados”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Eduardo Magalhães, Cícero José Teixeira. Segundo o agricultor Afonso Egídio Salvetti, as rodovias federais em torno da região estão boas, mas as estaduais estão realmente precárias.

Manutenção prevista

Após ser procurada pela reportagem, a Superintendência de Planejamento em Logística de Transportes da Bahia enviou a seguinte nota: “A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) está concluindo o projeto de restauração dos 56 quilômetros da BA-460, do entroncamento da BR-242 até a divisa com o Tocantins, passando por Placas (BA-459). A previsão é de que a licitação seja publicada em março. Enquanto isso, serão programados serviços de manutenção no trecho.”

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