Secretário de Saúde diz que Bahia passa pela 2ª onda da Covid-19: ‘Previsão é que dure mais três semanas’

O secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, disse nesta quinta-feira (4), que os baianos já podem considerar que estão vivendo uma segunda onda da Covid-19. “Estamos completando três semanas sucessivas de crescimento progressivo contínuo do número de casos, portanto é possível falar que nós estamos já enfrentando uma segunda onda, em um cenário mais grave do que tentamos na época do início da pandemia. Nossa previsão é que essa segunda onda dure mais três semanas, e que ela comece a diminuir no final do ano”, disse. O secretário informou que o número atual de casos ativos equivale aproximadamente ao do mês de junho de 2020. “Naquela época, nós tínhamos um revezamento de surto. Nós tínhamos uma uma onda que começou na capital e foi avançando para o interior, à medida que uma região nova ia apresentando caso, a outra ia diminuindo. Nesse momento nós temos um surto geral, um aumento geral de todas as regiões do interior da Bahia, com taxas de internação muito superiores ao que nós observamos no começo do ano”, explicou. Vilas-Boas disse também que a secretaria encontra dificuldade em remover as pessoas de algumas regiões, pois os familiares não querem se afastar dos pacientes. “Nós temos apenas um bom número de leitos na capital [Salvador], frequentemente os pacientes e as famílias estão a recusar-se a transferir esse pacientes, fazendo com que eles permaneçam em estruturas precárias e provisórias, apenas em pronto atendimento de estabilização, quando poderiam estar internados em UTIs mais apropriadas. Temos uma capacidade de absorver a demanda muito maior em Salvador do que em algumas regiões do interior do estado”, contou. O secretário também explicou sobre o aumentos de casos e da ocupação de taxa de leitos no estado. “O que a gente está vendo é um aumento no número de notificações desproporcional ao número de internações. Então, a curva de crescimento de notificações está mais alta e de internações é mais baixa, mas ambas estão subindo. Está havendo claramente um aumento de volume de internações”, disse.(G1-BA)

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