Terapia com estimulação elétrica faz homem voltar a andar

Uma terapia inovadora que une estimulação elétrica e magnética conseguiu fazer com que um paciente paraplégico voltasse a andar. Ela foi desenvolvida por cientistas do Laboratório BioMag, vinculado à Universidade de Helsinque e a outras instituições na Finlândia. No estudo, publicado no último dia 13 de agosto, no periódico Spinal Cord Series and Cases, mostrou que a combinação das técnicas pode retomar a capacidade de andar de pacientes com paraplegia incompleta, e que as funções motoras e sensitivas ainda estão preservadas. “A terapia de estimulação já havia sido apontada como um potencial tratamento para lesões na medula espinhal. Essas descobertas [do novo estudo] nos incentivam a continuar investigando estimulações associativas pareadas”, disse a neurocientista Anastasia Shulga, médica da Universidade de Helsinque e líder da investigação, em comunicado.

Paciente voltou a andar

Na pesquisa, a técnica foi testada em um homem de 47 anos, cujos membros inferiores estavam parcialmente paralisados devido a uma lesão na medula espinhal. Um ano após o acidente, a perna direita dele já havia se recuperado quase que totalmente, de forma espontânea, mas a esquerda não. Com isso, ele não conseguia caminhar nem ficar em pé sem algum suporte. Durante três meses, o homem recebeu um primeiro tratamento de estimulação na perna esquerda. E acabou dando certo. Ele conseguiu ficar em pé por 1,5 minuto e dar 13 passos com o apoio de barras paralelas. Quando a lesão completou dois anos, a terapia foi aplicada novamente. Ele caminhou a uma velocidade 2,4 vezes mais rápida do que na primeira etapa do estudo. Além disso, a perna esquerda recuperou consideravelmente sua força e as funções motoras do paciente melhoraram de maneira notável. Nenhum efeito adverso foi observado.

Terapias existentes

Hoje, o único método utilizado para restaurar as funcionalidades de pessoas com esse tipo de lesão é uma cirurgia para estabilizar a coluna. Mas ela só é indicada em casos específicos e ainda demanda um intenso trabalho de reabilitação. Com a terapia, que combina duas estimulações, Shulga e sua equipe já conseguiram melhorar as habilidades motoras de quase 20 pacientes com paraplegia incompleta em membros superiores ou inferiores.

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