

O prefeito Bruno Reis (União Brasil), afirmou, nesta quinta-feira (9), que não foi contatado diretamente pelo pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL) para compor uma chapa como vice, mas confirmou que foi sondado por interlocutores sobre essa possibilidade. Segundo ele, a prioridade segue sendo a gestão municipal e o cumprimento do mandato. De acordo com o prefeito, o compromisso firmado durante a campanha de reeleição foi de permanecer à frente da administração da capital baiana. Ele destacou ainda que qualquer posicionamento sobre o cenário nacional será feito apenas no momento adequado, após a definição oficial das candidaturas. “Do próprio Flávio, eu nunca recebi o convite. Eu fui sondado por diversos interlocutores se havia esta possibilidade. E, diante do compromisso que eu tinha assumido com a cidade, quando eu fui candidato à reeleição, […] eu disse que esse era o meu desejo, era exercer meu segundo mandato trabalhando muito”, afirmou durante cerimônia da posse do novo presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer.
Na ocasião, Bruno Reis também evitou qualquer definição sobre apoio na eleição presidencial. Segundo ele, a decisão dependerá do andamento das articulações políticas. Para ele, é necessário aguardar as convenções partidárias antes de qualquer posicionamento formal. “Sobre a eleição para presidente, vamos aguardar as convenções de julho, agosto, as candidaturas que vão se confirmar para a gente poder se posicionar. Essa é uma decisão que não precisa ser tomada agora, será tomada no tempo correto e na hora certa”, declarou.
Durante entrevista coletiva, ao comentar o papel da Justiça Eleitoral, o prefeito defendeu uma atuação baseada em critérios já consolidados e decisões anteriores. Ele disse confiar que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) manterá a imparcialidade durante o processo eleitoral deste ano. Para Bruno Reis, a sociedade espera uma atuação “célere e imparcial”, respeitando entendimentos já firmados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que há confiança na condução dos julgamentos e na garantia de eleições livres. “A eleição é a festa da democracia, é onde o povo exerce a sua soberania”, disse, ao acrescentar que espera que o eleitor possa escolher “sem qualquer interferência de qualquer outra esfera de poder”.
Durante a coletiva, o prefeito também voltou a comentar o impasse envolvendo a entrega de unidades habitacionais do Residencial Zulmira Barros, e afirmou que não houve impedimento por parte da prefeitura para a realização do evento. Segundo ele, a gestão municipal autorizou a entrega, mesmo diante de pendências documentais. “O estado nunca precisou de qualquer autorização da prefeitura para iniciar ou para entregar qualquer obra. Só não tem como ter uma autorização formal se não está preenchendo os requisitos que a legislação exige”, declarou. Ele acrescentou que, ainda assim, orientou que a entrega fosse realizada para não prejudicar as famílias beneficiadas. Bruno Reis atribuiu o atraso na inauguração a questões políticas do grupo adversário. Segundo ele, houve demora na definição de articulações internas, o que teria impactado o cronograma do evento. “Todos sabem, é público e notório, que passaram a madrugada nessa tentativa de chegar um consenso e um acordo e se atrasaram no dia seguinte e não foi inaugurar a obra. Ao invés de falar a verdade, me dizer que a culpa é do prefeito? Peraí, minhas amigas e meus amigos. Eles que foram desleais, injustos, ao invés de assumir a responsabilidade, ou entregar as casas das pessoas, mas querem fazer um ato político, querem ali aparecer”, afirmou. O prefeito disse ainda que as famílias já estão autorizadas a ocupar os imóveis, apesar da ausência de documentação completa. Ele ressaltou, no entanto, que a regularização definitiva depende do cumprimento de exigências legais. Segundo ele, para a emissão do Habite-se definitivo, o governo estadual ainda precisa apresentar documentos obrigatórios. A prefeitura, afirmou, aguarda que esse processo seja concluído “com a máxima brevidade”. Bruno Reis também citou outros empreendimentos para apontar o que considera incoerência do governo estadual. Ele mencionou obras em andamento sem alvará, classificando a situação como contraditória. As críticas à gestão estadual também estiveram relacionados a episódios envolvendo o Judiciário e críticas ao governo, o prefeito afirmou que a oposição deve reagir sempre que considerar haver injustiça, mas reiterou confiança nas instituições. “Vamos, toda vez que ocorrer injustiças, se posicionar. Tenho confiança na justiça, tenho confiança que o TRE irá atuar de forma imparcial, mas todas as perseguições, todos os cerceamentos, nós vamos protestar. […] Mas não tenho dúvidas que isso só confirma o desespero dos adversários”, disse. “Não tenho dúvidas que isso só confirma o desespero dos adversários, a grande preocupação que eles estão vendo a eminência da derrota, e nós vamos dar a resposta. Para tudo isso tem um remédio, e esse remédio vai ser dado no dia 4 de outubro”, acrescentou.
Questionado sobre declarações do ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice na chapa de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, Zé Cocá (PP), relacionadas a vacinas, Bruno Reis afirmou que não tinha conhecimento do conteúdo e preferiu não comentar sem análise prévia. “Confesso que eu não conheço essa fala, não me recordo disso, não li nada a respeito, então prefiro primeiro ver qual foi a análise dele, em que contexto foi, para depois manifestar, mas nem sabia que Zé Cocá teria dado alguma declaração em relação às vacinas”.
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