Aprovação do presidente Lula cai para 45,9% e desaprovação atinge 53,5%, aponta pesquisa

25/03/2026 01:00 • 4m de leitura

A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg evidencia um cenário de queda na aprovação e aumento da desaprovaçãodo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (25), mostra que a avaliação positiva do governo federal recuou, enquanto a rejeição cresceu entre diferentes segmentos da população.

Queda na aprovação e avanço da desaprovação

Segundo os dados, a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu para 45,9%, enquanto a desaprovação atingiu 53,5%. O movimento representa uma deterioração em relação ao levantamento anterior, realizado em fevereiro, quando o petista registrava 46,6% de aprovação e 51,5% de desaprovação. A oscilação, ainda que moderada, indica um aumento do desgaste político do governo ao longo do período analisado.

Avaliação do governo também piora

A percepção dos eleitores sobre a gestão federal segue a mesma tendência de piora. O percentual dos que classificam o governo como ótimo ou bom caiu de 42,7% para 40,6%. Por outro lado, os que consideram a administração ruim ou péssima subiram de 48,4% para 49,8%. Já a avaliação regular passou de 8,9% para 9,6%, indicando leve crescimento da parcela que vê o governo de forma intermediária. Esse cenário reforça o desafio enfrentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para reverter a percepção negativa, mesmo diante de indicadores econômicos considerados positivos, como a inflação controlada e a queda do desemprego, que atingiu o menor nível desde 2012.

Desaprovação cresce entre jovens, homens e evangélicos

A pesquisa detalha ainda como a desaprovação varia entre diferentes perfis da população. Entre os homens, a rejeição ao governo é significativamente maior, chegando a 63,1%, enquanto entre as mulheres o índice é de 45,9%. O maior nível de desaprovação aparece entre os jovens de 16 a 24 anos, com 72,7%, indicando forte resistência desse público. Já a menor taxa está na faixa de 45 a 59 anos, onde a desaprovação é de 43,7%. Entre os evangélicos, o índice atinge 85,5%, um dos mais elevados da pesquisa. O dado surge em meio a recentes desgastes do governo com esse segmento, incluindo repercussões de episódios políticos e culturais.

Diferenças regionais mostram contraste no país

A análise por regiões revela disparidades importantes na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pior desempenho é registrado no Centro-Oeste, onde a desaprovação chega a 65,9%. Por outro lado, o Nordeste segue como a única região em que a aprovação supera a rejeição, com 55,6% de aprovação contra 43,9% de desaprovação. O dado reforça a histórica base de apoio do petista na região.

Contexto político e desafio do governo

A piora nos índices ocorre em um momento de preocupação dentro do núcleo político do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar de avanços em áreas econômicas, persiste entre parte da população um clima de pessimismo, o que dificulta a recuperação da imagem da gestão. Internamente, o desafio é transformar indicadores positivos em percepção concreta para o eleitorado, especialmente entre grupos mais críticos, como jovens e religiosos.

Metodologia da pesquisa Atlas/Bloomberg

A pesquisa Atlas/Bloomberg foi realizada com 5.028 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 18 e 23 de março de 2026. O levantamento utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório, conhecida como Atlas RDR (Random Digital Recruitment), que seleciona participantes de forma online. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.

Desgaste e impacto político no governo Lula

O cenário apresentado pela pesquisa indica que, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda mantenha uma base relevante de apoio, o aumento da desaprovação e a queda na avaliação positiva sinalizam um momento delicado para o governo, com impactos diretos no ambiente político e nas projeções para os próximos anos.

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