ACM Neto promete anúncio de chapa até março e alfineta PT sobre possível desistência

23/01/2026 07:23 • 4m de leitura

​O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, encerrou as especulações sobre seu futuro político em entrevista concedida nesta quinta-feira (22). O ex-prefeito de Salvador garantiu que disputará o governo da Bahia e aproveitou para ironizar os rumores sobre uma possível desistência. Segundo ele, as conversas de que não seria candidato partem de adversários interessados em uma vitória sem confronto direto. “Quem anda falando que eu posso não ser candidato deve ser do PT. Um sentimento desejoso, uma torcida para não ter adversário, ganhar de W.O, o que não vai acontecer. Deus permitindo, eu serei candidato sim a governador da Bahia”, declarou o político. Neto ressaltou que sua pré-candidatura já está consolidada no imaginário do eleitor baiano como a principal alternativa à atual gestão estadual. ​Sobre a composição de sua equipe para o pleito, o ex-prefeito estabeleceu o mês de março como o prazo para a apresentação oficial dos nomes que ocuparão as vagas de vice-governador e senador.

​Aliança com João Roma

ACM Neto confirmou que trabalha intensamente para que o ex-ministro João Roma (PL) seja o candidato ao Senado em sua chapa. “Quero que a chapa se resolva em março, anunciada, com vice, com todo mundo”, afirmou Neto. O pré-candidato também revelou uma mudança de estratégia em relação ao número de legendas aliadas. Após contar com 13 partidos em uma coligação anterior, o que ele classificou como um erro estratégico, o plano para 2026 é trabalhar com um grupo reduzido de quatro ou cinco siglas. O objetivo é garantir uma coalizão mais coesa e menos fragmentada durante a campanha.

​Estratégia política e relação com Angelo Coronel

​ACM Neto também comentou as movimentações internas da base governista e a situação do senador Angelo Coronel (PSD). O ex-prefeito acredita que o grupo adversário caminha para formar uma chapa restrita aos quadros do próprio partido do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o que ele chamou de “chapa puro-sangue” ou “chapa puro-governador”, como foi renomeado pelo senador Jaques Wagner (PT), que buscará sua reeleição ao lado do governador e do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Neto garantiu que não antecipará seus movimentos para não facilitar a resolução dos problemas internos dos rivais. “Não vou anunciar minha chapa antes deles resolverem a deles. Não vou ajudar a resolver o problema deles”, disparou o oposicionista. Sobre Angelo Coronel, Neto voltou a dizer que mantém uma relação de amizade pessoal e deixou as portas abertas caso o senador queira mudar de lado. “Se em algum momento Coronel, sentindo-se excluído, quiser conversar, decidir se afastar do PT, nós temos abertura para isso”, pontuou.

​Autocrítica e aprendizados de 2022

​A postura de ACM Neto para o próximo pleito é pautada por uma profunda reflexão sobre o resultado das últimas eleições estaduais. Ele admitiu que cometeu equívocos em 2022, quando acabou perdendo para o atual governador no segundo turno. “Depois de quase 4 anos, a gente fez muitas reflexões sobre o que aconteceu em 2022. Certamente não será por ter cometido os mesmos erros que cometi em 2022”, avaliou. A premissa da nova campanha é a racionalidade e a mudança de métodos. Para o político, é impossível buscar uma vitória agindo da mesma maneira que o levou à derrota no passado. “Você não pode querer um resultado diferente fazendo tudo igual”, afirmou Neto, ressaltando que algumas decisões foram condicionadas pelo contexto de 2022, mas que o cenário atual exige um reposicionamento estratégico e narrativo.

​Apoio nacional e cenário para presidente

​No plano federal, ACM Neto foi direto ao confirmar seu candidato para o Palácio do Planalto. Ele declarou apoio integral ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), ressaltando que sua preferência já está definida para este ciclo. “Esse ano eu já tenho candidato: é Ronaldo Caiado”, afirmou o baiano, que também avaliou a possibilidade de uma candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a análise de Neto, o panorama político nacional só ganhará contornos definitivos a partir de agosto deste ano. Ele acredita que a pulverização de candidaturas de oposição ainda passará por filtros importantes e ponderou que Tarcísio de Freitas dificilmente entrará na disputa sem o apoio unificado da família Bolsonaro, especialmente diante da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

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