Ministério da Saúde confirma 88 casos de Mpox no Brasil; veja principais sintomas

26/02/2026 02:57 • 5m de leitura

O Ministério da Saúde confirmou, na última quarta-feira (25), 88 casos de Mpox no Brasil em 2026. De acordo com os dados, o estado de São Paulo concentra a maioria das notificações, com 62 registros desde janeiro. Não há óbitos neste ano e predominam quadros leves a moderados. As informações são da Agência Brasil. Além de São Paulo, há casos no Rio de Janeiro com 15 confirmações, em Rondônia com 4, em Minas Gerais com 3, no Rio Grande do Sul com 2, no Paraná com 1 e no Distrito Federal com 1. Em 2025, o país registrou 1.079 casos e 2 óbitos.

Bahia registra caso ‘importado’ de Mpox, segundo a Sesab

Embora não apareça no ranking, a Bahia teve um caso confirmado da Mpox, de acordo com dados divulgados na última sexta-feira (20), pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Conforme a pasta, a confirmação de Mpox no estado envolve um homem oriundo de Osasco, em São Paulo. O caso é classificado como importado, pois o paciente chegou à Bahia já apresentando sintomas e indicou São Paulo como provável local de contaminação. O Governo da Bahia solicitou ao Ministério da Saúde a retificação do estado de notificação para São Paulo. Na Bahia, permanece o registro do atendimento assistencial realizado em Salvador, onde o paciente recebeu assistência médica.

Entenda o que é Mpox e quais são os sintomas

A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e é transmitida por contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum é a erupção cutânea semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro clínico pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção pode atingir o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha e as regiões genitais ou anal. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias entre o contato com o vírus e o início dos sinais e sintomas.

Como ocorre a transmissão da Mpox

O vírus se espalha por meio do contato próximo com pessoa infectada. A transmissão pode ocorrer ao falar ou respirar próximos, o que gera gotículas ou aerossóis de curto alcance, além de contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal ou anal. Também há risco no contato boca com boca ou boca com pele, como no sexo oral ou beijo na pele. O compartilhamento de objetos contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes pode transmitir a doença. Ao notar sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar exame laboratorial, única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve considerar doenças como varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular. “Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Tratamento e prevenção da Mpox

O tratamento da Mpox consiste no alívio dos sintomas, na prevenção e no manejo de complicações, além de evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para a doença. A prevenção envolve evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da infecção. Quando o contato for necessário, recomenda-se utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é indicada. As medidas são importantes após contato com a pessoa infectada ou com roupas, lençóis, toalhas e superfícies que possam ter tido contato com lesões ou secreções respiratórias. “Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode causar complicações e morte

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em poucas semanas. Entretanto, o vírus pode provocar complicações médicas e morte em algumas pessoas. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente apresentam maior risco de evolução grave. Quadros graves podem incluir lesões maiores e disseminadas, especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais, além de infecções bacterianas secundárias de pele, infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações também podem envolver encefalite, miocardite, pneumonia e problemas oculares. Pacientes com forma grave podem necessitar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis indicam que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas morreram, com variação associada a fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão.

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